PSICANÁLISE E PSICOLOGIA

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Diferenças, questionamentos e mitos sobre a Clínica Psicanalítica, a Psicologia, Sessões de Psicanálise e Consultas Psicológicas.

Eficiência da Psicanálise

É comum o relato clínico de que após uma psicoterapia positivista adquire-se muito saber sobre si mesmo, aprende-se como reconfigurar comportamentos e reprogramar respostas funcionais, porém retornam queixas e sintomas repaginados.

A Clínica Psicanalítica não é uma ciência positivista, mas faz ciência e pesquisa e orienta-se por uma ética. Hoje, diferente de quando Freud fundava uma práxis, há estudos científicos sobre a eficácia da Psicanálise e seus efeitos transformativos comparada a outras psicoterapias.

Que uma psicanálise ocorra seja contingencial, não significa que não haja método.

Preço das Consultas

Quanto custa a sessão? - pergunta frequente e compreensível diante da lógica de contabilidade binária "custo x benefício" com a qual estamos habituados. "As questões de dinheiro são tratadas pelas pessoas civilizadas da mesma maneira que as questões sexuais – com a mesma incoerência, pudor de hipocrisia" (Freud, 1913). O valor das sessões na Psicanálise é equiparado com o investimento libidinal subjetivo, ou seja, está ligado a modulações das gramáticas pulsionais postas em jogo.  Assim, só pode ser verificado em cada caso e a cada momento do tratamento.  O preço tabelado e fixo faria generalização, contrapondo-se ao campo psicanalítico que privilegia o singular.

Como Escolher um Psicanalista

Embora ainda não seja incomum procurar um psicanalista por indicação de familiares ou colegas e por encaminhamento, há uma crescente busca por Psicanálise na Internet. Novas oportunidades surgem nesse contexto favorecendo um encontro mais pessoal da experiência.

Em breve busca pela internet nota-se um grande número de anúncios que podem confundir quem busca um atendimento psicanalítico. Algumas observações considerando a forma de apresentação e intitulação, a análise de currículo e o ato da escolha:

1. Não existem sindicatos ou associações que representem ou regulem os psicanalistas enquanto classe. Ainda que alguns assim se nomeiem, são organizações restritas aos membros. A ética da Psicanálise circula no laço das comunidades psicanalíticas, mas não faz conjunto.

2. Muitos cursos oferecidos como Formação ou Pós-Graduação em Psicanálise são na realidade especializações em Psicologia Clínica, quando certificados.

3. As Pós-Graduações em Psicanálise ou em Psicologia Clínica não coincidem com a Formação do Psicanalista, embora possam fazer parte da trajetória de um psicanalista articulada a diferentes contextos.

4. Psicoterapia breve psicanalítica, Psicologia de inspiração psicanalítica, Psicodidâmica, Psicologia Analítica, não se equivalem.

5. Não existe "A" Psicanálise. Há ramificações da Clínica Psicanalítica quanto a orientação ético-teórica: Psicanálise lacaniana e freudiana, Psicanálise Kleiniana, Winnicottiana, etc. E isso inclui o percurso de cada psicanalista.

6. Encontrar um psicanalista é contingencial. Apesar das muitas opções e razões, a escolha é feita pela relação que se estabelece e por um ato de entrada em análise, não calculável de saída e aquém da primeira entrevista do candidato a análise. 

7. A busca é em si parte da jornada.

Psicologia, Psicanálise, Psiquiatria

O singular na Psicanálise difere de outras psicoterapias e do auto-conhecimento, pois não se confunde com o particular de cada grupo, nem visa inflar um Eu que sofre justamente pela fixação na tentativa de aferrar-se a uma imagem que representaria o si mesmo, que estaria já dado ou prestes a se revelar, escondido no passado ou na capacidade de contemplar uma nova imagem mais bem acabada. Tampouco se trata da dissolução completa de qualquer forma de identificação. Ou seja, dizer que uma psicoterpia privilegia o individual das pessoas não abarca a proposta subversiva da Psicanálise. Antes, uma psicanálise trata da do mal-estar presente no fato de uma imagem não se fechar, de uma palavra não representar o objeto, da fala não juntar a verdade e o saber, da diferença radical implicada no estranhamento do que é o si mesmo no Outro.

 

A Psicanálise é um dos modos possíveis de tratamento da fala e pela fala. A clínica psicanalítica lacaniana engloba lógica, poética, linguística e topologia. Embora estudada também pela Psicologia, a Psicanálise não é uma especialização desta. A formação do psicanalista exige um percurso continuado que inclui a análise pessoal, supervisão clínica e estudos teóricos ligados ou não a uma Escola de Psicanálise. Já a Psiquiatria clássica é uma especialidade da medicina que aponta para uma cisão entre corpo e mente, localizando funções neurais, e, tal qual a Psicologia positivista, as funções mentais e a normatização desenvolvimentista.

Frequência e Duração das Sessões

"Caminhe!", diz Freud, em resposta à pergunta sobre a duração de uma psicanálise.

Cada sessão de psicanálise, seus intervalos e a diacronia do tratamento demonstram um tempo que não é somente o linear e cronológico. Trata-se do tempo lógico experimentado pelo endereçamento da fala, que inclui palavras, silêncios, sentidos encontrados nos intervalos entre o que se diz e em relação ao que se escuta, significações que se colocam em um momento posterior por retroação. Uma psicanálise opera por essa lógica temporal do instante de ver, do tempo de compreender e do momento de concluir.

A Fala do Psicanalista

Freud contatou que suas analisantes eram sugestionáveis e suscetíveis a sedução, o que o fez abandonar a hipnose, adotar a posição neutra e buscar na associação livre um modo de escuta e de trabalho legitimado pela ética de balizar as relações de poder dentro do dispositivo analítico. Classificou seu fazer entre as "profissões impossíveis". Lacan formalizou essa relação entre amor e saber como suporte da busca pela completude e satisfação irremediável a estrutura. Nesse sentido, o psicanalista não visa apaziguar o desamparo reproduzindo as formas cotidianas de tentativas de reciprocidade, tampouco fornece interpretações que deem sentidos pessoais ao que do sujeito é singular. Fórmulas prontas de conduta e de felicidade não permitem a emergência do sujeito. Embora possa haver conversa em uma análise, essa não visa a complementariedade. O laço analítico evidencia uma ruptura, o movimento do desejo em torno dessa impossibilidade e o saber fazer com isso, permitindo ao sujeito escutar-se, questionar-se e separar-se naquilo que o determina e perfaz a marca da diferença e da singularidade radical. 

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Luciana Kie - Psicanalista SP

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